Vik Muniz















































































Vik Muniz é o primeiro artista brasileiro a ter uma exposição exclusiva no Moma em Nova York.Sua exposição no Rio de Janeiro tem recordes de público,e suas obras vendem,e muito.É incrível,que o artista plástico nascido em São Paulo e radicado em Nova York,seja desdenhado por boa parte da crítica como 'artista popular'.Eu me pergunto se um artista deve ser conhecido e apreciado apenas por um círculo restrito,e se suas obras devem ser fechadas em seu sentido,não abertas à interpretação de qualquer pessoa.A arte existe para ser um mediação entre nós e o mundo,para ser um espelho deste mesmo mundo;não um espelho de refração,mas composto de diversos compartimentos de interpretação.A arte de Vik Muniz é uma vitória frente à 'arte' cínica de um Damien Hirsch,é uma arte que celebra a própria arte e a vida ,com todos os seus elementos sublimes ou deprimentes.Sua releitura de Goya(Saturno devorando seus filhos)em meio ao lixo,seus retratos feitos de açúcar candi,seu retratos de divas como Marilyn Monroe ou Bette Davis,atletas como Pelé ou Cristiano Ronaldo,suas interpretações do mundo social,são uma vitória frente a mercantilismo cada vez maior no mundo da arte,onde vanguarda tornou-se sinônimo de engodo e apelação.O uso que Vik faz de chocolate,terra,creme de amendoim,sucata ,peças de quebra cabeça,açúcar,linha,corda,entre outros,mostra sua maestria em criar dentro de um contexto em que o material ao mesmo tempo interpreta a obra,e vice versa.Se fosse americano ou europeu,a maioria dos críticos brasileiros estaria em êxtase frente à sua obra.Triste complexo de vira-lata dos mesmos,que o artista está a milhares de anos luz de compartilhar.Mais inteligente é o público brasileiro,que sabe o que é bom ,e tem lotado sua exposição.

7 comentários:

Penetralia

21 de abril de 2009 10:28
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disse...

Oi, tb gosto muito do Vik Muniz

james p.

21 de abril de 2009 11:36
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disse...

Já estive na sua cidade,e gostei muito.Apareça sempre e um abraço.

Penetralia

22 de abril de 2009 14:18
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disse...

Oi, James. Vc dá aula na uit? Fui e gostei muito, achei a melhor infra da região.

Incluí vc na blognovela. Confira. O Vik foi ao Jô e falou desses quadros que vc postou, e que pude ver melhor aqui. Vc viu a entrevista?

Abraços do Lúcio Jr.

Bete

22 de abril de 2009 14:25
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disse...

Lindos.
Gostei muito.
Bjs

james p.

22 de abril de 2009 21:39
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disse...

Lúcio,foi o máximo ser personagem da blognovela.Continue com ela-está ótima.Abração.

james p.

22 de abril de 2009 21:41
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disse...

Bete,no google images,você vai achar muitas obra do Vik.Que bom que vc gostou.Um abraço do james.

Cleciopegasus

16 de janeiro de 2011 01:09
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disse...

Filosofia e quadrinhos: os vazios silenciosos no coração dos super-heróis

Por Marcus Ramone – do Universo HQ 13-01-2011



O primeiro dos dois volumes da coleção Os "vazios silenciosos" no coração dos super-heróis - escritos pelo pernambucano Cláudio Clécio Vidal e baseados na dissertação de mestrado que o autor defendeu em 2006 - está disponível gratuitamente para download ou leitura online em : http://cleciovidal.blogspot.com/

A obra, que faz referência às ideias de vários pensadores, como Hegel e Michel Foucault, investiga os super-heróis norte-americanos e japoneses sob a ótica da filosofia, destacando que o coração desses personagens "pode funcionar como um espelho por meio do qual o edifício filosófico encara suas fraturas, contradições e vazios: suas crises de identidade".

"As narrativas de super-heróis, encaradas como representações imagéticas de conceitos abstratos - ou alegorias -, comportam-se como uma espécie de evangelho apócrifo, contrapondo-se a interpretações canônicas de noções filosóficas", anota o press release do lançamento.

Com capa desenvolvida sobre arte de Jae Lee, Os "vazios silenciosos" no coração dos super-heróis - Volume 1 traz diversas imagens e excertos de histórias em quadrinhos, ilustrando as 172 páginas do livro.