As Eleições e a Coerência Pessoal

Como todos podem ver aqui na barra lateral,voto Dilma em 3 de Outubro.Esse post não é uma explicação de voto,porque não tenho que explica-lo,mas uma declaração de intenções e motivos.
Voto Dilma por convicção pessoal,convicção essa que vem de muito tempo.Aprendi muito cedo na vida(às vezes a duras penas) que a direita é a coroação do supremo lugar comum da política,com seu conservadorismo dogmático,seu preconceito de classe,seu horror à transformação social,sua convicção absurda em uma humanidade monolítica e em uma suposta submissão de todos ao interesse econômico de uma minoria,em detrimento da maioria.
Não sou e nem nunca fui filiado a nenhum partido político-sou avesso a dogmas e ortodoxias.Mas jamais votaria na direita,por história de vida e de familia.Penso nos milhões de pessoas que melhoraram de vida nos últimos oito anos de governo Lula.E isso no país do 'elevador de serviço'-uma metáfora do nosso apartheid social,que sempre foi muito bem aceito por uma boa parcela da classe média que talvez pensasse-''pobres?sempre existirão!".O que Lula fez e penso Dilma continuará é algo muito fácil de definir-um choque de capitalismo,uma inclusão social,a criação de um mercado de consumo de massa.Nada de comunismo,de 'regime autoritário' que uma parte da mídia(saudosa da época casa grande e senzala)tenta apregoar.
Fico pasmo quando perguntam;porque 'os pobres' vão votar na esquerda?É preciso mesmo responder?
Não sou a favor de loteamento de cargos públicos,nem de corrupção no governo-em qualquer governo.
O que é preciso fazer agora é avançar as conquistas sociais:aumento real dos salários,redução da semana de trabalho para 40 horas,melhoria urgente da educação e do Sistema Público de Saúde,proteção mais efetiva às minorias,aos idosos e crianças,criação de mecanismos mais democráticos ,que deem oportunidades a todos,igualmente.Pelo fim da casta de privilegiados que tem governado esse país há 500 anos
Voto com coerência pessoal.Perdi a conta dos 'unfollows' que levei no twitter,até de mensagens ofensivas que recebi.A democracia é a união das diferenças-e parafraseando o que Voltaire  e tantos outros disseram-"Todos temos o direito de expressar nossas opiniões,respeitando também a dos outros".
Que essa eleição,independente do resultado,resulte em um país realmente melhor para todos,sem exceção.

9 comentários:

Luciano A.Santos

30 de setembro de 2010 13:40
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disse...

James,

Eu não confio nem acredito na esquerda. Como disse Guilherme Leal em um debate, o muro de Berlim caiu faz tempo. Completaria dizendo que agora o que diferencia os partidos é o que ele diz fazer e o que realmente faz. Política é uma coisa difícil de se comentar, cada um tem sua opinião e convicção. Pessoalmente, acho o PT moderno tão de esquerda quanto o Plínio é da classe trabalhadora.

Bom voto pra você, mas vou torcer contra :P

Ah, e os pobres vão votar na esquerda por R$22,00 a R$200,00, depende do caso. Enqanto isso, a cesta básica mais barata custa, hoje R$164,50.

FOXX

30 de setembro de 2010 14:30
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disse...

ao contrário do Luciano acima
eu voto com vc sim

e concordo que a esquerda existe, o Muro de Berlim caiu e terminou com a divisão entre 1º e 3º mundo, mas construção entre direita e esquerda remonta a tradição francesa da Revolução, a direita os nobres q querem manter os seus privilégios, e a esquerda, o 3º estado que quer garantir melhores condições de vida.

isso não mudou...
os pobres votam na esquerda pq ela está antenada as necessidades deles, os ricos votam na direita pq eles querem manter seus privilégios.

na verdade estou comentando para o Luciano né?
hehehe

Serginho Tavares

30 de setembro de 2010 15:14
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disse...

acho legal as pessoas dizerem o que pensam, no que acreditam e estarem abertas as opiniões sempre

abração

Paulo Braccini

5 de outubro de 2010 11:14
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disse...

Muito digna sua posição e respeito ... embora não seja a minha ...

parabéns querido ...

bjux

;-)

Maria Auxiliadora

17 de outubro de 2010 10:51
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1

disse...

Conheci seu blog lendo o blog do meu filho que está no Timor Leste como defensor público.
Concordo plenamente porque esta campanha está me fazendo lembrar a marcha das mulheres mineiras pela liberdade que resultou nos anos mais tristes que já vivemos.Prbs.

Cristiano Melo

12 de novembro de 2010 18:31
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disse...

Meu caro amigo Jota,

Não sei onde eu estava que não havia lido este post. Bem, para você que me conhece um pouco pelo mundo virtual, já sabe que voto no que você chama de esquerda no seu texto.

Diferente de você, já fui filiado ao PCdoB, na época do Paulo Freire e já fui diretor sindical filiado a CUT por mais de oito anos.

O que quero, ao afirmar acima sobre a minha participação política mais ativa (a primeira manifestação que participei foi uma invasão com greve de fome na Reitoria da UFC, para que os reitores fossem eleitos, devia ter 17 anos à época, e só por curiosidade histórica, a atual Prefeita de Fortaleza, filiada ao PT, participou da mesma invasão, ali começava o caminho político partidário de ambos, mudei pra Brasília e fui mais dos bastidores dos que dão aporte científico e planeja projetos políticos e sociais, convidado ou não em variados espaços, bem deixa pra lá senão não termino aqui, meu poder de síntese é horrível, ou inexistente)

Para nós, aí eu incluo os pesquisadores e especialistas de cada área, as discussões que tínhamos, quando nos juntávamos, sobre os caminhos do movimento sindical, da esquerda, do socialismo e do capitalismo, nos fez supor (entenda como pressuposto mesmo) que já não há mais capitalismo, nem esquerda ou direita ou qualquer dos nomes que estamos acostumados hoje em dia.

Existiria sim, aí eu sou dessa parte que defende este pressuposto, de que o que vivenciamos hoje no mundo, já é reflexo da globalização, da internet como meio de comunicação radicalmente transformador e que, não há mais como uma pessoa apenas, bem na verdade quase nunca houve, ser portentor de bandeira política sozinho. Mas isto não vem ao caso, o que quero mesmo afirmar, sem mais rodeios é que alguns pesquisadores como Bourdieu, Latour, Giddens, Chartier, Morin, Popper, Fleury, Barberó, etc. se debruçam para buscar definições dessa nova maneira de "ser" do mundo, uma vez ue o capitalismo já se foi e o socialismo é uma espécie em extinção. Sim, já existe uma ou duas, ou por que não mais maneiras de organizações sociais, só que ainda não possuem denominações, como quando na época de Marx, Tolstoi, Dostoievski e etc, ainda não havia a denominação de comunismo, apesar de já terem um certo rumo de ideias e ideais.

UFA!

Espero que não o tenha cansado, nem a quem se dignou a me ler.

Óbvio que são opiniões e, novamente, ideias e ideais, logo, passível de não ser nada disso! (risos)

Um grande abraço e só pra constar: já me desfiliei do PCdoB e não sou mais sindicalista, já estou cansado. Hoje atuo mais em consultorias e no meu intento de ser escritor, bem como meu trabalho como servidor público.

Cristiano Melo

12 de novembro de 2010 18:32
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disse... Este comentário foi removido pelo autor.

Cristiano Melo

12 de novembro de 2010 18:32
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Cristiano Melo

12 de novembro de 2010 18:32
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