TRAILER DO FILME 'JEAN CHARLES'

ENQUANTO ISSO ,EM BRASÍLIA:















































Imagens-google images.






Não é o de Blake,em chamas
nem o que entreviu Borges
através das barras,talvez até
impressas no pêlo,temperando
o ouro do ataque e do remanso
interrompido pelas tiras de sombra
indo e vindo,entre o mel e a fera.
Mas o que sobrou na Ásia ou África
-fogueira sozinha se extinguindo
em sua fúria e instinto sem a mão
que contorne a ferocidade da garra
e do olhar extremo,ou a lembrança
do seu nobre metal aceso,sol aberto
mesmo dentro da cegueira,agora
cada vez mais riscado e escurecido
pelas linhas do grafite e do carvão.

NIRVANA-PLATEAU(UNPLUGGED IN NEW YORK)



Nesse dia ,há exatamente 15 anos,Kurt Kobain punha fim à vida com um tiro de espingarda.Homenagem a ele,provavelmente o último "pop star"digno de tal denominaçaõ,pela inteligência e sensilibidade.

LULA NO G20:

Choro e ranger de dentes no circuito Higienópolis/
Leblon-Jardim Botânico.

PRÊMIO DARDOS


O Valdeir do Ponderantes(http://ponderantes.blogspot.com/) me passou o prêmio Dardos.É a terceira vez que eu o recebo.E sendo o Dardos um prêmio prestigioso na blogosfera,fico muito feliz com mais esse voto de confiança.Agradeço muito ao Valdeir (assim como ao Rômulo e à professora Elaine,e ao Daniel,que me outorgou o Sair das Palavras).

O premiado deve seguir esses passos:

1)-deve exibir o selo do Dardos em su blogue.


2)-deve linkar o blog do qual recebeu a indicação.


3)-escolher outros 10 blogs a quem passar a indicação.


4)-deve avisar os escolhidos.


Meus amigos a quem repasso o Dardos são:

























Clarice

Veio de um mistério,partiu para outro.

Ficamos sem saber a essência do mistério.

Ou o mistério não era essencial.Essencial

Era Clarice viajando nele.


Era Clarice bulindo no fundo mais fundo,

onde a palavra parece encontrar

sua razão de ser,e retratar o homem.


O que Clarice disse,o que Clarice

viveu para nós

em forma de história

em forma de sonho de história

em forma de sonho de sonho de história

(no meio havia uma barata ou um anjo?)

não sabemos repetir nem inventar.

São coisas,são jóias particulares de Clarice,

que usamos de empréstimos,ela é dona de tudo.


Clarice não foi um lugar -comum,

carteira de identidade,retrato.

De Chirico a pintou?Pois sim.

O mais puro retrato de Clarice

só se pode encontrá-lo atrás da nuvem

que o avião cortou,não se percebe mais.


De Clarice guardamos gestos.Gestos,

tentativas de Clarice sair de Clarice

para ser igual a nós todos

em cortesia,cuidados materiais.

Clarice não saiu,mesmo sorrindo.

Dentro dela

o que havia de salões,de escadarias,

de tetos fosforecentes e longas estepes

e zimbórios e pontes do Recife em bruma envoltas

formava um país,o país onde Clarice

vivia,só e ardente,construindo fábulas.


Não podíamos reter Clarice em nosso chão

salpicado de compromissos.Os papéis,

os cumprimentos falavam em agora

em edições,possíveis coquetéis

à beira do abismo.

Levitando acima do abismo Clarice riscava

em sulco rubro e cinza no ar e fascinava-nos.

Fascinava-nos apenas.

Deixamos para compreendê-la mais tarde.

Mais tarde um dia...saberemos amar Clarice.

(Carlos Drummond de Andrade)

A CRISE ECONÔMICA MUNDIAL EM VERSÃO FABULÍSTICA-A CIGARRA E A FORMIGA:


A cigarra,tendo cantado

o verão inteiro,

encontrou-se,quando chegou o vento

glacial do inverno,desprovida,

de um pedacinho sequer de verme

ou mosca para comer.

Foi então,chorar faminta

à porta da formiga,sua vizinha,

para implorar um grão que fosse

para não morrer de fome-

Eu vos pagarei com juros

e correção,palavra de animal.

A formiga nada gosta de emprestar,

e este é o seu menor defeito.

Que fizeste durante o calor?

perguntou à imprudente.

Noite e dia eu cantava,

respondeu a cigarra.

Ah,cantavas?`

Pois bem,então

porque não danças agora?

(Adaptação minha das "Fables de la Fontaine")


_Diz a sabedoria popular que quanto maior a altura,maior o tombo,e muitos países e pessoas que acharam que o crédito e a "gastança" não teria fim,estão como pobre cigarra a espichar a mãozinha por um dinheirinho,uma ajudinha para não quebrar.